Atravessei longos desertos povoados de ilusão e vazio acreditando que estava em uma importantíssima viagem interior, me redesenhando e me reinventando, quando na verdade estava apenas cultivando sentimentos nocivos nascidos de minha incapacidade de assumir a responsabilidade pela fúria dos ventos e dos mares que inquietavam minha alma. E o que a vida fez? Trouxe as mesmas oportunidades com outras vestes. Uma, duas, três, muitas vezes. Até o dia em que percebi que se eu mudasse a abordagem e entendesse a história por outro viés, tomando posse de minha vida e assumindo a responsabilidade pelo magnetismo exercido por meu espírito, poderia transformar o longo deserto em uma travessia curta ou até mesmo num simples piscar de olhos. Eis que me aproximei da libertação. Eis que me vi no verdadeiro caminho da verdade. Eis que percebi com o coração que a vida não erra. Simplesmente não erra.

A vida não erra.