Eu sou poeira num vendaval. Num sopro de vento que é a mão de Deus. Sou astronauta com medo de altura, à deriva na imensidão do nada e do tudo, querendo casa, abrigo, um mundo. Eu sou o que quer o pão para alimentar a alma, o que quer abraço para acalentar o corpo cansado, que leva uma consciência pesada e ajuizada: sabe da responsabilidade que carrega e a dor e martírio e divindade que é ser humano - e mais nada.

Nattan Duran